O primeiro passo seria sempre escrever este texto, possivelmente tão semelhante a tantos outros que fui escrevendo sempre que me tentei aventurar em… não sei, chamemos-lhes projetos pessoais ou algo do género. Também não importa muito, se querem saber a minha humilde opinião de redator deste texto e chateador nato de quem me rodeia, mesmo que numa qualquer rede social.
Já foram blogues, já foi poesia. Já foram podcasts, já foi um destilar de ódio (e pena, mas não só estes dois sentimentos) autoinfligidos, já foi um “mimimimi” sem fim que só me envergonha, de certa forma. Alegra-me ter apagado esse site em particular antes de conhecer a minha mulher. Alegra-me, dentro da latitude do conceito, que não mais tenha ido para esses campos.
Comecemos então a explicar coisas no terceiro parágrafo. Este site e consequentes materiais que apareçam nas redes sociais têm dois objetivos: ativação e aprendizagem. Ativar-me e aprender porque, ao encontrar-me neste momento desempregado, concluí rapidamente que preciso de adquirir novas valências, dentro do que são as minhas possibilidades. Após a aquisição de um curso online, é através dele que pretendo construir este site, as redes sociais, aprendendo tudo aquilo que deverá ser relevante, possua o curso esses predicados. After all, gostava de continuar ligado à comunicação e para isso tenho muito que aprender.
Isto não é, portanto, um “criar um próprio emprego”, ou teria patrocínio do IEFP, sou eu a tentar adquirir conhecimentos e posteriormente demonstrá-los, para que mais tarde algo possa suceder, ou não.
Não prometo ritmo nem coerência, mas tentarei cumprir com as (para mim) milhentas categorias que criei aqui só para ter motivos para escrever. Sou o Pedro Mexia? Não, mas posso dizer o que achei de um livro se isso me fizer bem. Música, filmes, séries, jogos, fotografia, contos, comentários de atualidade, paternidade e até um surpreendente regresso à poesia está nos planos, tantos anos depois. Ao que tudo indica, terei companheiros e companheiras de viagem ou em algumas criações, mas tudo será revelado a seu tempo. Ou seja, o tempo que eu demorar a conseguir perceber o que o gajo do curso está a explicar sobre WordPress, Chat GPT (se usar, assumirei) e redes sociais.
Para o final deixo-vos o mundo mais interno. Sim, continuarei a escrever sobre saúde mental, acerca das minhas experiências, da minha dor, dos meus medicamentos, do percurso que tenho feito, mais para ali, ou mais para aqui, no propósito longínquo da sanidade. Provavelmente, escreverei sobre a vossa saúde mental, versarei sobre o mundo, quer interno, quer externo. Com uma diferença – principalmente para quem se lembra do último podcast – bastante significativa: não prometo não ser, mas prometo a tentativa de deixar o egocentrismo vincado de lado no meio disto tudo.
Não sei se este texto confere uma boa explicação, mas é a possível, sendo que era essencial para mim expô-la, mesmo que não fosse messiânica ou totalmente de esquadria.
Fiquem por aqui,
Rui

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