Parte 1: Elvanse e avance, senhor Rui
Já li vários prefácios e vocês também. Se me pedirem para explicar o que é um prefácio, não sei se tenho um conjunto de conceitos absolutos sobre o tema, mas dou-lhe o jeito. Vocês idem. Este texto, mesmo que eu ache nunca ter lido um prefácio em partes, é, espero, predecessor de uma história que irei contar. Às vezes aqui, outras acolá, quiçá só para mim de vez em quando.
O Elvanse (vão ter de pesquisar, peço desculpa) é um medicamento deveras engraçado. O facto de ter de contrabalançar com mais uma dose de benzos é só um detalhe, porque efetivamente é um bicho que dá energia. A mais até. E boa disposição. E foco se escolher focar-me, quando escolher focar-me foi muito poucas vezes uma hipótese. E se já sou, mais para o mal do que para o bem, intenso, tenho de abrir e fechar aqui o mimimimi deste texto e assumir a hipocrisia de, muito provavelmente, se estás a ler este texto, eu ter falado contigo pelo WhatsApp recentemente. É uma merda a compulsão. A sério que é. Juntando a isso o facto de ser uma puta por atenção devido a uma personalidade infantil e frágil (olá, amigo Rui de 12 anos), torno-me um TNT aberrante para mim e para os outros.
Mas sabem que mais? É avançar.
E vou tentar com todas as forças chatear-vos menos, tentarei não spammar a vossa rede social com os meus escritos, e elas estarão no mundo, no site, nas redes, onde for. Se alguém as vir lá, porreiro. Estou a prometer? Não, porque vai acontecer na mesma certamente, esperando eu que diminua. Mas se há energia para ir, há energia para ficar. Pelo menos neste capítulo.
Porque de resto, tenho o Rui de 12 anos a gritar-me aos rins: “Sr. Rui, avance!”.
Parte 2: O novelo
Há quem diga que não desenvolvo, há quem diga que não vou direto ao assunto, há quem diga que escrevo com rodeios. Têm todos razão. Posso culpar este aspeto na característica de, como já referi milhões de vezes., escrever de jorro, editar pouco (erro), mas estou a pensar sinceramente assumir o meu novelozito de vocabulário e letras. E a forma como eu o uso só a mim me diz respeito, ainda que cada comentário me acerte como uma facada (“avance, Sr. Rui”). E assim, presumo, continuará.
Resumindo: não querem ser enrolados estão no sítio errado. Pensem em mim com um Matt Pike muito fatela, que em vez de notas de guitarra usa sílabas artistas para enganar. O poeta é um fingidor, não é?
Parte 3: Astronomia
Este trecho é titulado desta forma apenas e só pela música Floydeska que me grita aos ouvidos neste momento.
Posto isto, e antes de a história, ou de uma nova parte da história começar, revelar-vos que é muito mais simpática a maneira como tenho conversado comigo e o rui e o Rui têm agradecido. Tem sido, também revelador das incapacidades e fraquezas.
O giro? Vocês não fazem ideia do número de portais de oportunidade que eu vejo à minha frente. Vou entrar num.
