Como Escrever, por REC em vez de MEC

Não sei, apenas junto letras.

Isto é o Como Escrever de REC, em vez de MEC, de Rui Extremamente Curioso, ao invés, de Miguel Esteves Cardoso.

Mentira, acham que me ia atribuir adjetivos perfeitamente normais e aceitáveis? Não, por agora, mantemos a bitola. REC é de Rui Estúpido Compulsivo. Mais at home, certo?

Prosseguimos.

Corro sempre o risco gigante de Miguel Esteves Cardoso já ter dito umas merdas estúpidas, estar neste momento a pensar umas baboseiras ou até a vir no futuro candidatar-se a deputado pelo Chega, ao lado de bombistas e demais criminosos que já lá estão (e mais virão, descansem).

Como comecei este site a fazer pseudo proto meio que reviews de livros, achei que este, do qual tanto gostei, também merecia. Por vários motivos, sendo um dos quais algo que o autor refere eternamente na obra: é que para escrever é preciso escrever, para escrever bem é preciso escrever mal, para escrever mal é preciso escrever; para escrever é preciso escrever. Acho que já toparam a ideia.

Não é prático, mas tem dicas, não é metafísico e etéreo, mas ajuda no espírito de quem quer pegar nas palavras e começar a coloca-las em algum lugar. Acima de tudo, eleva a escrita… perdão, elevar não eleva, porque ela já lá está, mas não se cansa de afirmar o patamar da escrita na sociedade, como meio de expressão e comunicação, mas também como meio de conhecimento interno. De quem escreve para quem escreve.

Neste caso, eu, Rui Miguel Dias Salvador, que tanto escrevo para vos mostrar como para me conhecer. Muito provavelmente, mais para me rasgar e voltar a coser em algo melhor, mais integral, digerível por mim e pelos outros, dirigível pelo meu corpo e mente.

A sério, o livro é ótimo e, devido à forma como está escrito, irei lá voltar nas próximas semanas para rever um ou outro apontamento prático do qual julgo poder beneficiar. Não só para escrever.

Não vos vou pedir que voltem a ler a minha carta ao Rui de 12 anos, porque o que estava lá está aqui, em mim e nos meus textos, nas minhas ânsias e comportamentos disruptivos do alcance de mais e melhor contentamento, num mundo virado de pantanas.

Desconheço como se escreve, mas tenciono fazê-lo cada vez mais. Assumo esse desejo de output, de criação, de expressão, de fazer disto uma das partes-chave da minha vida, como a guitarra e a música, mas aí lá chegaremos, reconhecendo a dificuldades. Reconheço também que muitas vezes possa ser críptico nos meus textos, mas não o faço por mal, é apenas porque no início de tudo escrevo para mim, que é a forma mais sincera que tenho para mostrar aos outros neste momento (já prometi coisas novas no outro texto…).

Quero escrever para mandar abaixo a mania; quero escrever para foder a megalomania; quero escrever para rebentar com os bloqueios ansiosos; quero escrever para matar o super Rui de que a minha terapeuta tanto fala; quero escrever porque há coisas que só escritas.

Quero escrever porque é o que faz e dá e traz sentido.